A força da indústria do plástico no estado do Rio de Janeiro

Você sabia que a indústria do plástico surgiu por volta de 1860? Isso significa que o material existe há mais de 150 anos e não para de se desenvolver para atender a nossa demanda.

Desde alimentos, bem-estar, construção civil, médico-hospitalar, higiene, limpeza, até eletrônicos, o plástico está presente na nossa realidade e se tornou essencial no dia a dia. Isso porque sua durabilidade, leveza, facilidade na concepção e também resistência o tornam um ótimo material.

O Rio de Janeiro foi o estado precursor em criação, desenvolvimento e reciclagem do plástico, setor que existe há muitas décadas, onde as empresas foram transmitidas de pais para filhos.

A indústria do plástico segue forte e cria muitas oportunidades de emprego, sendo esse o segundo setor que mais cresce no estado, segundo o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio de Janeiro. O incentivo fiscal e a localização são fatores que ajudam – e muito! – para o desenvolvimento dessa indústria.

 

Leia também:  Calçada de plástica que gera energia: Será que isso existe?

 

Qualificação de mão de obra:

A indústria do plástico está se desenvolvendo tão bem que o Senai decidiu apostar no setor e oferece o curso de Qualificação Profissional Operador de Máquinas para Transformação dos Plásticos. Isso porque a mão de obra qualificada é a principal preocupação das indústrias, mas graças a instituição, é possível se especializar para atender a demanda.

Segundo o Senai, o curso tem por objetivo o desenvolvimento de competências relativas à operação de máquinas injetoras e extrusoras de plásticos nas indústrias com processos de transformação de plásticos.

Nele, os alunos aprendem a identificar as principais unidades da máquina, verificar o processo de produção e as condições do produto, manipular materiais de transformação, fazer a reposição das matérias-primas, seguir procedimentos de trabalho e as normas de saúde, segurança e meio ambiente.

 

O incentivo fiscal:

O programa conhecido como “Rio, a Nova Fronteira do Plástico” engloba incentivos fiscais e financeiros para as empresas do setor, seja através da capacitação de mão de obra, poder de compra das matérias-primas, até investidores.

O objetivo principal do programa é estimular a indústria do plástico no Rio de Janeiro, seja ela de produção e até mesmo de transformação e reciclagem (que juntas apresentaram, em 2011, R$2,4 bilhões em valor de produção e empregaram mais de 18 mil funcionários, segundo Júlio Bueno, secretário de desenvolvimento econômico do Estado).

A primeira empresa a aderir foi a Recicla Past, em parceria com uma companhia francesa, e investiu R$3,5 milhões e gerou mais de 130 empregos. O foco da empresa é destinado a reciclagem de polietileno de alta densidade e polipropileno, e em 2014 reciclava em torno de 800 toneladas por mês.

 

É tendência: plástico nas passarelas (e dentro do guarda-roupa)

 

Será mesmo que as sacolas e canudos são os vilões da história?

Mesmo com a proibição de canudos e desincentivo do uso de sacolas plásticas no estado, há quem não concorde totalmente com a ideia. É o caso de Marcelo Oazen, dono da Plastlab.

Ele afirma que as sacolas são necessárias e úteis, e podem ser utilizadas até mesmo como combustível para as usinas verdes no Japão e EUA, além de reterem o chorume dos resíduos orgânicos nas grandes cidades.

Essa proibição de materiais plásticos (como talheres, pratos, copos descartáveis, assim como cotonetes, canudos e sacolas) já toma uma grande proporção na França, onde foram proibidos se não forem biodegradáveis.

No Brasil, isso começa a aparecer aos poucos e, embora ainda não tenha impacto para o setor, muito em breve o terá. É preciso ter em mente também que a indústria do plástico não para de crescer, e com ela a reciclagem. Grandes marcas já se engajaram a utilizar somente plástico reciclado em suas produções, mantendo assim um equilíbrio no setor, entre a matéria virgem e a reciclada.

Não só uma questão de sustentabilidade, a reciclagem do plástico também proporciona lucro para as empresas. E é nisso que as empresas podem – e devem – investir!

 

Uma produção mais limpa gera mais renda:

O setor é o sétimo maior da economia nacional. Então de que maneira as empresas podem continuar crescendo e ao mesmo tempo sendo sustentáveis? Em sua produção, é claro!

O Sindicato da Indústria do Plástico junto com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo possuem essa preocupação e lançaram juntos um manual de sustentabilidade, que permite que as empresas continuem se desenvolvendo, mas sem agredir o meio ambiente, através de uma produção mais limpa e consciente.

Segundo eles, o “objetivo da publicação é orientar as empresas quanto à atenuação na fonte e destinação correta dos resíduos, economia de matéria-prima, energia elétrica, água e ar comprimido, bem como a recuperação e reciclagem de materiais”.

Isso é muito interessante para a indústria do plástico porque, além de diminuir o impacto ambiental, ainda reduz custos e permite muito desenvolvimento para empresas, seja em questão de gestão como em tecnologias.

O que é de grande valor também é a melhoria da imagem das mesmas: empresas que têm suas produções sustentáveis fidelizam mais clientes e causam boa impressão para futuros negócios, já que boas práticas transmitem uma imagem de responsabilidade.

 

Descubra: O perfil da indústria de transformação de plástico no Brasil

 

O desafio fica, também, a cargo da população, não somente das empresas. É preciso que todos se conscientizem da importância da utilização do plástico reciclado na produção, e isso deve partir de quem “consome” o material.

Além disso, é essencial também entender que a indústria do plástico tem grande influência no crescimento do país, e que incentivar essa produção é incentivar o Brasil a se desenvolver.

Gostou de descobrir um pouco sobre a indústria do plástico no Rio de Janeiro? Compartilhe conosco a sua opinião nos comentários!

Associe-se