Seminário Setorial de Plástico

Para o presidente do SIMPERJ, a parceria com a FIRJAN tem papel de destaque no fortalecimento do setor e do sindicato
Foto: Vinícius Magalhães

FIRJAN E SIMPERJ REALIZAM SEMINÁRIO SOBRE PLÁSTICO

Evento contou com representantes do setor, universidades, bancos e até agências de fomento             

Os temas inovação e sustentabilidade comandaram o Seminário Setorial de Plástico, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) na última quarta-feira (dia 22 de novembro). Reunindo empresários, fornecedores, profissionais ligados ao setor, além de interessados no tema, o evento abordou também a relevância do design e o importante papel das linhas de crédito, além das tendências que já influenciam diretamente as relações de consumo da sociedade brasileira neste segmento.

Organizado pelo Sistema FIRJAN com o apoio do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro (SIMPERJ) e da Braskem, o seminário contou com mais de 70 participantes em uma tarde chuvosa no Centro do Rio de Janeiro. Representantes de empresas do setor (Martiplast), entidades (Plastivida), universidades (UFRJ), bancos públicos e agências de fomento (BNDES, Caixa Econômica e AgeRio) integraram a programação do evento, demonstrando a força do setor para a economia do país.

‘O foco do nosso trabalho é a gestão empresarial do setor, mostrando também que o plástico não é inimigo da natureza’, afirmou o Presidente do SIMPERJ, José da Rocha Pinto, que participou da abertura do evento. A importância de divulgar o correto descarte de todos os materiais da cadeia de consumo, dentre eles o plástico, foi ressaltada pelo Primeiro Vice-Presidente do SIMPERJ, Marcelo Oazen. Ele enfatizou ainda que ninguém consegue crescer sozinho. ‘Quando estamos juntos, temos força para crescer’, lembrando como é fundamental ter novos associados para uma união forte das empresas do setor. Para isso, o SIMPERJ possui participação ativa nos Conselhos da FIRJAN.

O cenário da inovação no Brasil foi apresentado pelo Diretor Executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, José Carlos Pinto. Ele enfatizou como o país caminha bem em produção científica, no entanto no quesito inovação está mal posicionado perante os demais países. Neste contexto, ele destacou a importância da educação empreendedora, implementada pelo SENAI em todo o Brasil.

Vários estudos comparativos feitos no país e em outras nações demonstram que a questão do plástico na sociedade vai muito além da poluição do meio ambiente. Há uma questão tão ou mais séria que passa pelo gasto excessivo de água, caso haja a eliminação por completo dos descartáveis do cotidiano das pessoas. Os levantamentos foram apresentados por Miguel Bahiense, da Plastivida. Um desses estudos aponta, por exemplo, que a lavagem mecânica de copos reutilizáveis consome nove vezes mais água e três vezes mais energia elétrica que um copo plástico de uso único em todo o seu ciclo de vida.

Já a Martiplast, representada por Vinícius Martini, mostrou as inovações desenvolvidas com o plástico em quatro pilares com foco nas necessidades dos consumidores modernos. São eles: a experiência, o estilo de vida, a funcionalidade e a estética, que constituem a base para o estudo das peças de utilidades domésticas lançadas pela empresa. Segundo ele, a ideia é sempre oferecer uma solução completa para as peças do dia a dia das pessoas, em que a diferenciação esteja na essência do design.

A especialista em Pesquisa e Desenvolvimento do Sistema FIRJAN, Carol Fernandes, mostrou os novos caminhos da sociedade em rede. Avanços cada vez mais presentes em todos os segmentos da economia brasileira e mundial em que concorrentes e fornecedores precisam ser vistos cada vez mais como parceiros. Mudanças que passam pela ética, privacidade e empregabilidade em todos os setores da economia. Ela lembrou como o plástico já foi incorporado por grandes marcas de luxo em Paris, como a Chanel. Citou ainda como o uso deste material na moda é frequente como alusão ao futuro e pelo efeito de transparência que proporciona às roupas.

‘O futuro já é presente’, assim definiu o Coordenador do Curso de Especialização de Processamento de Plástico e Borracha do Instituto de Macromoléculas da UFRJ, Victor Pita, que assistiu o evento do começo ao fim, citando que os temas foram abordados em contexto apropriado e de forma bem encadeada. Mesma avaliação do representante comercial da empresa Mais Polímeros, Carlos Henrique da Silva Santos, que destacou as apresentações feitas pela Plastivida e UFRJ no seminário.

O evento voltado aos temas que impactam o setor plástico de forma mais abrangente não se esgota nesta primeira iniciativa. A expectativa é que este seja o primeiro de vários outros que irão se multiplicar em meio à visão dos benefícios do plástico em uma economia cada vez mais criativa e colaborativa e movida pela perene preocupação com a sustentabilidade.

Orquestra Tubônica, formada por jovens alunos integrantes do projeto SOM+EU | Foto: Vinicius Magalhães

A prova disso é que o encerramento do Seminário Setorial de Plástico contou com a Orquestra Tubônica, fruto do projeto Som Mais Eu, que abre espaço para 400 meninos e meninas de Duque de Caxias  criarem e tocarem instrumentos fabricados por eles mesmos com plástico (garrafas pet, tubos de PVC, entre outros). Ao som de Garota de Ipanema, do mestre Tom Jobim, as crianças encantaram os participantes ao final do evento com a beleza da música produzida a partir de instrumentos feitos de plástico, mostrando como esta matéria-prima também toca a emoção das pessoas.

 

Confira as apresentações feitas no seminário:

BNDES – apresentação institucional | políticas operacionais

Caixa – acesso ao crédito empresarial

AgeRio – agência estadual de fomento

NAC-FIRJAN – Núcleo de Acesso ao Crédito

Parque Tecnológico UFRJ

<OU> da ideia ao projeto

Sindistal – Programa de Gestão em Eficiência Energética

Plastivida – plásticos, ciência e sociedade

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