3 tendências de reciclagem que vão bombar em 2018

Fazer a reciclagem hoje em dia já não é mais uma opção, é um dever de todo cidadão que deseja o bem-estar, saúde e qualidade de vida para si e para as futuras gerações. O nosso planeta está em situação crítica –  a poluição provoca uma em cada seis mortes no mundo –,  então tudo que pudermos fazer para ajudar a Terra é bem vindo, começando pela reciclagem.

Esse processo não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, mas também auxilia na parte econômica, pois gera também muitas vagas de trabalho e renda para os indivíduos que são mais desfavorecidos.

 

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Muito se fala sobre o assunto, mas com o avanço da tecnologia também teremos novidades em relação a reciclagem, e o meio ambiente agradece! Você separa o seu lixo? Seu bairro ou comunidade estão cientes do que deve ser feito para separar plásticos, vidros, papel, metal, eletrônicos e tecido de maneira correta? Continue lendo esse post para saber quais tendências vão bombar em 2018 e veja como você poderá contribuir e fazer sua parte!

 

Robôs separadores de materiais

Se soubermos utilizar a tecnologia a nosso favor, poderemos diminuir a poluição e tornar o meio ambiente mais propício à sobrevivência e qualidade de vida das próximas gerações. Não devemos temer a tecnologia, pelo contrário! Quem assistiu ao filme Wall-E já tem uma pequena noção dos robôs que separam materiais. E essa é uma excelente ideia!

 

 

Um exemplo disso na vida real é a cidade de Carton, nos Estados Unidos. A AMP Robotics juntamente com a empresa de coleta de lixo Alpine Waste & Recycling criaram um robô que realiza a separação dos diferentes tipos de resíduos por meio de um sistema de inteligência artificial com capturação de imagens. Esse robô, que já está há um ano “trabalhando” na empresa e é chamado pelo nome Clarke, está programado para separar cerca de 60 objetos por minuto, enquanto o número do ser humano é por volta de 40. É através de uma câmera que ele faz a reciclagem: ele consegue visualizar o que é lata, embalagem de sucos e leite, comidas, etc, e desse modo os coloca em um braço mecânico para fazer a separação. O resultado final é um processo mais rápido, e, é claro, mais seguro, já que diversas vezes os funcionários se cortam e se machucam ao fazer esse serviço.  A longo prazo, isso também pode auxiliar na redução de custos da empresa. Claro que grande parte do processo de reciclagem começa em casa, então todos podem fazer sua parte, que é a mais crucial, de separar cada tipo de lixo e de depositá-los nos lugares corretos.

 

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Moda sustentável

O número de tecidos e roupas descartadas hoje em dia já passa de milhões de toneladas. O impacto ambiental que isso causa é muito grande, contribuindo para grandes despesas com custo de produção e matérias primas.  Pensando nisso, Henrik Norlin e Per Olofsson, da Suécia, desenvolveram Re: newcell, uma tecnologia que se concentra na utilização das sobras de velhos tecidos e de retalhos remanescentes da produção de roupas. A principal meta da Re: newcell é o reaproveitamento de algodão e outros materiais à base de celulose. A fibra de celulose recomposta é completamente reciclada e possui as mesmas características da viscose, porém com a vantagem de ser produzida de maneira mais sustentável.

 

 

Outra marca que também visa à sustentabilidade é a grife Stella McCartney, que conta com uma alfaiataria impecável e um grande diferencial: a estilista (que carrega o mesmo nome da marca) não usa pele e nenhum tipo de matéria-prima de origem animal. Stella, inclusive, já realizou uma parceria com a marca Adidas, onde usou plástico retirado dos oceanos como matéria prima de uma linha de tênis. Vegetariana desde os 7 anos de idade, a estilista se preocupa com o meio ambiente e inclusive tenta atingir o máximo de pessoas, para que se conscientizem cada vez mais sobre o impacto que o uso de matérias primas animais tem no meio ambiente.

Aliás, uma das grandes causas do desmatamento e poluição no mundo é causado pelo consumo de carne, seja para a alimentação ou produção de roupas e afins. O consumo da carne também é responsável pelo aumento do efeito estufa. Ter uma estilista tão importante no mundo da moda que se preocupa com isso é certamente uma tendência a ser seguida!

 

Reciclar o gás carbônico

O CO2, também conhecido como gás carbônico, tem sua grande parcela no aquecimento global. Ele é produzido naturalmente através da respiração, decomposição de plantas e animais. O problema não é o gás em si, e sim seu  aumento excessivo e descontrolado. Uma de suas origens não-natural é no processo de combustão, por exemplo na queima de combustíveis como o carvão mineral e gás natural. A outra, é através do desmatamento.

 

 

No Brasil, a emissão de gases do efeito estufa só aumenta: em 2016 cresceu 9%. A grande questão é: como diminuir a emissão desse gás, tendo em vista seu papel crucial na funcionalidade do planeta?

 

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Foi a partir disso que os engenheiros e cientistas da universidade de Calgary, no Canadá, desenvolveram uma proposta de “reciclagem” do gás carbônico. A ideia é retirá-lo da atmosfera e transformá-lo em combustível através de diversos “ventiladores”, que jogam um líquido capaz de absorvê-lo e pronto: o CO2 é transformado em sal para produzir um combustível sintético. O projeto será testado esse ano. Vamos cruzar os dedos e ficar de olho nessa proposta, que é realmente revolucionária!

Agora que você já conheceu as três grandes tendências em reciclagem para este ano, que tal colocar em prática aquilo que você já conhece?

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